O ítalo-brasileiro Angelo Agostini nasceu em Piemonte, no ano de 1843 e passou a infância em Paris, acompanhando a mãe, a cantora lírica Raquel Agostini. Aos 16 anos (em 1859), mudou-se para São Paulo e, cinco anos depois, iniciou a carreira como cartunista e publisher ao fundar o jornal Diabo Coxo – primeiro jornal ilustrado da capital paulista.





Em 1888, porém, o relacionamento com Abigail se tornaria um escândalo de grandes proporções na sociedade carioca com o nascimento da filha do casal, Angelina. Agostini, então, foi obrigado a se mudar com a a moça e o bebê para Paris. Em 1890, o casal teve um novo bebê, desta vez um menino, Angelo. Mas o garoto faleceu ainda pequeno e, logo depois dele, Abigail também morreu.
Agostini voltou então ao Brasil com a filha Angelina, que viria a se tornar uma pintora reconhecida no Rio de Janeiro. Naquele mesmo ano de 1890, atendendo a uma demanda do movimento republicano, que precisava de um herói brasileiro como peça de propaganda, criou a imagem de Tiradentes – cujo rosto real permanece desconhecido – baseada em uma pintura de Jesus. A ideia foi utilizada por inúmeros outros artistas ao longo das décadas seguintes e consolidou a concepção de que o inconfidente mineiro se parecia com Cristo.
Agostini fundou a revista Don Quixote (1895-1906), além de colaborar com a famosa revista de quadrinhos Tico-Tico. O autor publicou Zé Caipora até 1906 e, quatro anos depois, em 28 de janeiro de 1910, faleceu na capital carioca.





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