Em março de 1941, com a Segunda Guerra Mundial já em ebulição, Hitler levou um soco no rosto, desferido por um ousado herói que acabava de chegar às bancas americanas. A cena, que ilustrou o primeiro número da revista do Capitão América, não só deu início à antipatia dos nazistas em relação ao novo herói como garantiu as vendas da revista, que se esgotou em uma semana (para não mencionar o fato de que serviu como reforço da imagem dos nazistas como vilões nos EUA).
“A guerra estava cada vez mais perto do cotidiano americano e o diretor editorial da Timely (como se chamava a editora do personagem então) definiu que era o momento para se criar um herói patriótico”, contam Joe Simon e Jack Kirby, criadores do capitão. O curioso é que a revista teve de ser rodada às pressas. Isso porque os donos da Timely Comics temiam que Hitler fosse assassinado antes do gibi chegar às bancas… o que infelizmente não aconteceu.

Um fato curioso é que o escudo original do Capitão América não era redondo e muita gente só ficou sabendo disso quando, em uma série de HQs nos anos de 1990, o herói foi obrigado a “reativar” seu velho escudo após perder o redondinho. O que quase ninguém sabe, porém, é que o escudo foi arredondado na década de 40 por força da lei.
É que na época havia um outro personagem chamado justamente “O Escudo” (The Shield) que era publicado por uma editora concorrente à do Capitão, que ameaçou abrir um processo por plágio contra o personagem. O desenhista Jack Kirby, então, mudou o desenho. “Preferi o escudo redondo, porque ele era mais fácil de desenhar. Além disso, acabou ficando melhor no personagem, pois permitiu que ele atirasse o escudo, o que não dava para fazer com o anterior”, conta.
As primeiras histórias do Capitão tinham como tema invariavelmente a Segunda Guerra Mundial. Apesar de ter socado Hitler, o grande inimigo do herói era mesmo Johann Shimidt, um oficial nazista mais conhecido como Caveira Vermelha, em virtude de experiências com gás que deformaram seu rosto fazendo-o parecer uma caveira. O Capitão fez tanto sucesso que virou até série de TV (em branco e preto) no ano de 1944 – os episódios chegaram a ser relançados nos EUA em 1993 pela Treasures Video.

Com o final da II Guerra Mundial, em 1945, o sucesso do personagem foi diminuindo aos poucos e ele foi abandonado pela Marvel, que tentou substituí-lo por outras versões, todas sem sucesso. Porém, nos anos 1960, o Capitão foi retomado sob os cuidados de Stan Lee, que reconfigurou o personagem.
Na versão de Lee, válida para os dias de hoje, o Capitão havia sido congelado após cair em águas glaciais, vítima de uma armadilha nazista. A mesma armadilha, por sinal, havia matado seu parceiro, Bucky. Os “capitães América” que os leitores haviam acompanhados até então (a Marvel tentou heróis alternativos que não tiveram o sucesso de Rogers) eram tentativas do governo em disfarçar a morte do herói. Segundo a cronologia oficial do personagem, houve outros capitães além de Rogers enquanto ele esteve congelado.

Mas, naquele ano de 1964, os Vingadores, grupo que reúne heróis como Homem-de-Ferro e Thor, encontraram o bloco de gelo onde estava o Capitão, que voltou à vida, às aventuras e ao sucesso de sempre. As novas HQs do herói – nas quais ele aparecia principalmente em carreira solo ou ao lado dos Vingadores, que veio a comandar -agradaram ao público e ele logo virou desenho “meio animado” (aquele famoso onde os heróis e vilões não se moviam direito e havia dezenas de ‘socs’ e ‘pows’, além da famosa musiquinha: “Capitão América lança seu escudo/contra aqueles que querem o mal acima de tudo…”).
Neste período, o Capitão também conhece Sam Wilson. Lançado em 1969 nas revistas do herói, Sam é acolhido como parceiro por Steve Rogers e se torna o super-herói Falcão (Falcon).

Também foram lançados pelo menos cinco livros tendo o herói como personagem principal e três filmes (dois em 1979 e um em 1989) que não obtiveram muito sucesso. Mas com o advento do Universo Cinematográfico Marvel (ou MCU, como é mais conhecido), o personagem foi interpretado pelo ator Chris Evans e fez um estrondoso sucesso nos cinemas em uma série de filmes como protagonista – Capitão América: o Primeiro Vingador (2011), Capitão América: Soldado Invernal (2014) e Capitão América: Guerra Civil) – ou ao lado dOs Vingadores.
O capitão também virou fantasia comum em festa, brinquedos, memorabília, jogos de videogame, celular…

Importante destacar que o personagem mudou razoavelmente no decorrer dos anos, tendo por muitas vezes deixado de lado a bandeira americana (alegando que obedecia aos ideais, mas tinha sérias dúvidas sobre o que estava sendo feito com eles) e questionado o governo de seu país. Na década de 70, o herói chegou a abdicar de seu título em virtude do escândalo Water Gate.
O Capitão também foi o principal personagem de uma das melhores histórias lançadas no final da década de 90, na macrossérie “heróis renascem”, onde a Marvel reformulava temporariamente (em um “universo paralelo”) a origem de seus principais personagens. Na HQ, o Capitão não havia sido congelado e sim sofrido uma lavagem cerebral realizada por seu próprio governo, porque em 1945 havia se colocado contra o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagazaki.

Também houve uma versão pós-atentados terroristas, na qual o Capitão foi radicalizado: combatia os fanáticos com toda a força, matando quem entrasse no caminho. Mas essa versão durou pouco, pois acabou enfraquecida quando a raiva do público americano se amainou. Posteriormente, em 2007, a Marvel matou Steve Rogers (história que chegou ao Brasil em 2008) e ele foi substituído na “função” de América pelo ex-parceiro Buck Barnes.

Mas, como todo mundo já previa, o Capitão estava não havia morrido e Rogers voltou a usar o uniforme algum tempo depois. Diga-se de passagem, outros personagens chegaram a “ser” o capitão temporariamente nos quadrinhos, entre eles Sam Wilson, que no Universo Cinematográfico Marvel é o atual Capitão América, após Steve Rogers ter envelhecido em decorrência dos eventos mostrados no filme Vingadores: Ultimato (Endgame). Sam, interpretado por Anthony Mackie, assumiu oficialmente o escudo na série O Falcão e o Soldado Invernal (lançada em 2021 na Disney+) e teve o primeiro filme solo na pele do herói em 2025: Capitão América – Admirável Mundo Novo.
Nas HQs, porém, além de ter sido o personagem original, Steve Rogers continua (até o momento) sendo o Capitão América oficial. Quanto aos paralelos, tente adivinhar quantos são e confira se acertou a resposta ao final deste texto.
Enredo
Nascido em um 4 de julho de 1917, o jovem Steve Rogers sempre foi um rapaz patriota. No entanto, graças a seu físico frágil e aspecto franzino, Steve foi recusado pelo Exército para servir na Segunda Guerra Mundial. Desapontado, o jovem que então era um aspirante a artista (pintava murais) acabou recrutado por um general, Chester Phillips, para participar de um programa ultra-secreto chamado ‘Operação Renascer’.

Após sete meses de treinamentos preparatórios, Steve estava pronto para testar o chamado “soro do super-soldado”. Assim que foi injetado nele, o líquido transformou seu corpo de maneira inacreditável: Steve se tornou forte, ágil, habilidoso e, como o soro impedia a produção de diversas toxinas, virtualmente incansável.
No entanto, um espião nazista estava secretamente observando os testes e matou o cientista que criou o soro, dr. Abraham Erskine, sendo morto a seguir por Rogers, que ainda desconhecia sua força. Erskine levou para o túmulo e o governo resolveu, então, transformar seu único super-soldado em um símbolo para os soldados normais.
Para isso vestiu-o com um uniforme representando a bandeira americana e o enviou ao front. Lá, Rogers fingia ser um recruta atrapalhado e secretamente ajudava as tropas aliadas fantasiado de Capitão América.
No front, Steve conheceu Bucky Barnes, um rapaz que acabou descobrindo seu segredo e uniu-se a ele no combate aos nazis (os dois lutavam lado a lado ou, por vezes, com a ajuda de outros heróis da época que ficaram conhecidos como “Os Invasores”, entre os quais estavam o Príncipe Submarino e o Tocha Humana Original).

No entanto, em uma missão contra o vilão Barão Zemo, Bucky foi aparentemente morto e Rogers caiu em águas glaciais, tendo sido dado como desaparecido – em alguns reboots da história a razão pela qual o Capitão cai no mar gélido mudou para outro tipo de acidente heroico, como a queda de um avião de combate durante confronto).
Preocupado com o moral das tropas americanas, o presidente americano Harry Trumman ordenou que um soldado atleta chamado William Nasland vestisse o uniforme de Capitão e o substituísse ‘temporariamente’. Nasland o fez até 1946, quando morreu em batalha com uma andróide e foi substituído por Jeff Mace, um herói que costumava usar o nome de “Patriota”.
Mace se aposentou em 1950 e dois anos depois, em 52, um professor de história chamado apenas de Steve descobriu a farsa da morte do herói e foi tomar satisfações junto ao governo. Para manter a farsa em segredo, o governo propôs a “Steve” que tomasse uma espécie de super-soro que estava sendo desenvolvido, fizesse uma plástica para se parecer com Steve Rogers (e adotasse legalmente o nome do Capitão desaparecido) e assumisse o “cargo”.
Assim surgiu o quarto Capitão América. No entanto, o super-soro do governo não funcionou e alguns anos depois “Steve” enlouqueceu e começou a atacar qualquer pessoa que pensasse ser comunista. O governo capturou o maluco e o colocou em animação suspensa.

Então, finalmente, em 1964, os heróis Vingadores acharam o bloco de gelo onde se encontrava o Capitão, o descongelaram e ele voltou à vida. Durante os anos 60 o Capitão lutou contra o crime (organizado ou não) onde quer que ele acontecesse, sozinho ou ao lado de grupos como os Vingadores e a agência para-governamental S.H.I.E.L.D. Por sinal Steve Rogers chegou a se apaixonar por uma agente da Shield, Sharon Carter, irmã mais nova de uma moça que ele havia namorado na Segunda Guerra (!!!).
Em 1969, o Capitão ganhou um parceiro quase fixo, o herói negro Falcão, que no final da década (e após a aparente morte de Sharon Carter) desfez a parceria temporariamente. Os dois, contudo, permaneceram grandes amigos e voltariam a atuar juntos diversas vezes.
Na década de 70, Rogers enfrentou vilões como o Caveira Vermelha e organizações criminosas como a IMA, a Hydra e o Império Secreto. Nesta época Rogers chegou a abandonar o posto de Capitão América depois de descobrir que o presidente dos Estados Unidos era o chefe do Império Secreto e, após ter se suicidado, fora substituído por um ator sem que o público soubesse (a Marvel nunca confirmou, mas também não desmentiu que esta foi a solução encontrada para explicar em suas HQs o escândalo de Watergate e o afastamento do presidente Nixon).
Steve passou a se chamar de Nômade neste período, mas acabou voltando a ser o Capitão em decorrência de atos criminosos do Caveira Vermelha.

Na década de Steve mata um já idoso Caveira Vermelha e novamente deixa o cargo, desta vez forçado pelo governo americano, já que Steve Rogers se nega a seguir algumas ordens. Steve então vira apenas “Capitão”, mas pouco tempo depois o governo volta atrás e “a América está de volta”.
A década de 90 é marcada pelo reaparecimento do Caveira Vermelha, em um corpo clonado do próprio Steve, e pelas lutas entre os dois. Também nesta década, o Capitão (que constantemente está no comando dos Vingadores) é vítima de um efeito reverso do soro do super-soldado e quase morre. Para evitar a morte passa a usar uma armadura semelhante a do Homem-de-Ferro, mas acaba “morrendo” de qualquer jeito e é revivido por seu terrível inimigo Caveira Vermelha.
O vilão quer a ajuda do herói (que descobre que Sharon Carter continua viva) para evitar a volta de Hitler (na verdade o Caveira quer tudo só pra ele…) e o Capitão eventualmente o ajuda, o que chega a despertar suspeitas por parte do povo americano.

No entanto, após dar sua vida para salvar o País (indo parar em um universo paralelo na já citada série “Heróis renascem”), o Capitão reconquista a confiança de todos e segue em suas aventuras…até 2007, quando após a Guerra Civil entre heróis acaba aparentemente morto por um sniper, a caminho de seu julgamento. Bucky Barnes – com uniforme diferente e usando armas – então assume o escudo temporariamente, até que Rogers, que na verdade tinha sido deslocado no tempo e no espaço, volta ao presente e a usar o uniforme.
Personagens
Além dos já citados Capitão América, Sharon Carter, Bucky, Falcão e Caveira Vermelha, os demais personagens de destaque são, do lado dos mocinhos: os Vingadores (geralmente compostos por Homem-de-Ferro, Thor, Visão, Feiticeira Escarlate, Tigresa, Magnum, gavião Arqueiro, Vespa, Hank Pynn, Hércules e o Mordomo Jarvis, com variantes a cada nova edição), Viúva Negra e Nick Fury.
Pelos Bandidos: Barão Zemo, Hydra, Nazistas em Geral, Batroc, Modok, IMA,Mr. Hyde, Dr. Faustus… e muitos mais.

Curiosidade: Capitães para todos os gostos
Diga rápido: quantos Capitães América existem nos quadrinhos? A resposta é DOZE. Ou DEZESSEIS, dependendo do critério utilizado. Oficialmente, Steve Rogers foi o primeiro. Quando Steve estava congelado, o soldado William Nasland o substituiu – por ordem do governo estadunidense – até 1946, quando morreu em batalha. Nasland, portanto, foi o segundo Capitão América.

O terceiro foi Jeff Mace, um repórter que secretamente atuava como o herói “Patriota” e é recrutado para assumir o escudo. Mace acaba se aposentando em 1949. Três anos depois, em 52, um professor de história chamado William Burnside, obcecado pelo Capitão América, descobre a verdadeira identidade do herói (que então ainda estava congelado) e uma suposta fórmula do super-soldado.
Ele muda legalmente o próprio nome para Steve Rogers e, mancomunado com o governo, faz uma plástica para se parecer com o original e assume o “cargo”. No entanto, o soro não funciona adequadamente e alguns anos depois “Steve” enlouquece e começa a atacar qualquer pessoa que pensasse ser comunista. O governo capturou o maluco e o colocou em animação suspensa. O personagem voltou a ser utilizado mais duas vezes, décadas depois, como arma contra o próprio Capitão América, e na última história terminou internado em uma clínica mental.

Em 1964, Steve Rogers volta à ativa após ser encontrado e descongelado pelos Vingadores, mas em 1974, quando ele desiste de ser o Capitão América nas HQs e se torna o “Nômade”, Bob Russo – um jogador de baseball profissional – assume como o quinto Capitão. Porém logo na primeira missão o esportista quebra um braço e já desiste do uniforme. O motoqueiro Scar Turpin decide então ser o (sexto) Capitão América e de cara enfrenta uma luta contra uma gangue formada por seis bandidos. O grupo o espanca e Turpin desiste.
Sete é o número da sorte? Nem tanto para Roscoe Simmons, que dirigia uma academia onde Steve Rogers treinava e também decide substituir o herói. Como sabe que Steve é o Capitão, ele sai em busca do herói e acaba encontrando Sam Wilson, o Falcão. Sam não gosta da ideia, mas como não consegue demover Simmons do objetivo, dá a ele um treinamento básico de sobrevivência. Acontece que Simmons é capturado justamente pelo Caveira Vermelha, que fica irado ao descobrir “um impostor” no lugar do mais odiado inimigo e o mata!
A morte de Simmons, diga-se, é o que acaba fazendo Steve Rogers abandonar a persona de Nômade e se reassumir como Capitão América. Mas em 1987, Steve Rogers mais uma vez deixa o cargo, por não querer se submeter à Comissão de Atividades Super-humanas, um órgão governamental. Na opinião de Steve, um herói não deveria se submeter à agenda política do governo de turno.

A Comissão, então, coloca John Walker como (o oitavo) Capitão América. Curiosamente, o personagem havia estreado nas revistas do Capitão um ano antes, como o vilão Super-Patriota. A Marvel chegou a confirmar que colocou John Walker como Capitão naquele período para alavancar as vendas e conseguiu.
O personagem era um capitão mais violento que Steve Rogers e tinha superpoderes artificiais dados por um personagem misterioso chamado Power Broker – entre eles superforça, agilidade, resistência e velocidade. John Walker chega a matar dezenas de agentes do Caveira Vermelha, que lança contra ele o próprio Steve Rogers (usando lavagem cerebral). Rogers derrota Walker, mas recupera a consciência e derrota também o Caveira. É descoberto que o vilão estava manipulando mentalmente a Comissão de Atividades Super-humanas e, com a derrota do Caveira, a influência cessa e Rogers volta a ser o Capitão – e Walker, em 1989, se torna o Agente Americano (US Agent).
Em 2003 surge o nono Capitão América, na HQ Truth: Red, White and Black (na qual a série O Falcão e o Soldado Invernal é parcialmente baseada) é revelado que o governo americano fez uma série de experimentos ilegais com soldados negros após o desaparecimento de Steve Rogers na Segunda Guerra Mundial. Dezenas morreram e apenas um sobreviveu: Isaiah Bradley. Por sinal, Isaiah é um dos personagens centrais da trama do filme Capitão América: Admirável Mundo Novo.
Tá pouco? Então vamos para o décimo Capitão: Bucky Barnes. O mais tradicional parceiro do Capitão, que depois se tornaria o Soldado Invernal, assume o escudo após a morte do herói, em 2007. Barnes também foi na linha Capitão mais violento, com direito a usar armas de fogo sempre que achava necessário.
Com a “volta da morte” de Steve Rogers, ainda há tempo para um décimo-primeiro Capitão América “de transição”. Isso porque Bucky acaba sumindo (ele fica preso em um gulag russo) e Rogers ainda não está a fim de reassumir. Nick Fury, secretamente, faz com que o soldado das forças especiais Dave Rickford receba um reforço de superpoderes dados pelo Power Broker (que é um criminoso que desenvolveu uma versão do soro do super-soldado que às vezes funciona razoavelmente e às vezes transforma a pessoa em uma criatura deformada).
Rickford se sai razoavelmente bem até que se confronta com os vilões da IMA e tem que ser salvo por…Steve Rogers, claro. Ele convence o substituto a deixar o cargo e eventualmente assume de novo. Até que Sam Wilson, o Falcão, se torna o décimo segundo Capitão América em 2014. Isso porque o soro do super-soldado de Steve Rogers para de funcionar e ele envelhece inesperadamente (qualquer semelhança com o que aconteceu nos filmes não é mera coincidência).

Todos os DOZE citados acima são considerados oficialmente Capitães América. Mas ainda há mais quatro versões alternativas, por assim dizer, lançadas na série limitada The United States of Captain America, lançada em 2021 para homenagear os 80 anos do Cap. Na série, o escudo do Capitão América é roubado e o quarteto formado por Steve Rogers, Falcão, Agente Americano e Bucky Barnes saem pelo país em busca do objeto. A cada parada, eles descobrem pessoas (in)comuns que tiveram a vida impactada pelo exemplo do Capitão América e decidiram se vestir como ele para lutar por suas comunidades.

São eles, Aaron Fischer, o “Capitão América das Ferrovias”, primeiro homem gay a ser intitulado como Capitão América; Nichelle Wright, a Capitã América de Harrisburg; Joe Gomez, o Capitão América da Tribo Kickapoo; e Arielle Agbayani, a “Capitã América do Campus.”




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