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como “carnificina total” ou “chacina generalizada” com certeza seria apropriado. Mas talvez fosse melhor algo mais descritivo, do tipo “Confira como Jeph Loeb tenta acabar com uma das melhores ideias da Marvel dos últimos tempos.”
O sucesso foi tanto que o Ultiverso chegou a ficar mais popular – e a vender mais – do que várias das revistas, digamos, “normais” da Marvel. Mais então Jeph Loeb aconteceu. Primeiro o argumentista produziu a série Ultimates 3, em 2008. Com desenhos exageradamente anabolizados do brasileiro Joe Madureira, Loeb criou uma história na qual descaracterizou totalmente o grupo dos Supremos (versão ultimate dos Vingadores), um dos carros chefe do Ultiverso.
Nas cinco edições de Ultimatum abundaram cenas grotescas, como a já famosa na qual Blob aparece comendo o cadáver da Vespa – e na sequência tem a cabeça arrancada fora por uma mordida do Gigante/Zangão (Hank Pym). Loeb determinou também as mortes de, entre outros: Cristal, Fera, Noturno, Vespa, Blob, professor Xavier, Cartel (e outros inúmeros alunos desavisados do Instituto Xavier), Capitão Britânia, Doug Ramsey (Cifra), Sam Guthrie (Míssil), Demolidor, Detonador, Emma Frost, Forge, Franklin Storm (pai do Tocha e da Mulher Invisível), Fanático, Longshot, Lorelei, HardDrive, Polaris, Psylocke, Mancha Solar, Thor, Hank Pym, Jamie Madrox, Dr. Estranho, Anjo, Wolverine, Magneto, Ciclope e Dr. Destino. Também são dados como mortos, mas por enquanto sem confirmação: Groxo, Pesadelo, Destrutor e Flama. Tá bom ou quer mais?
Na mesma entrevista, Loeb justificava a “limpeza” dizendo que as histórias do universo Ultimate haviam sido lançadas como algo radicalmente diferente do universo normal das revistas Marvel, mas que, oito anos depois, não estavam mais tão diferentes assim (e, diziam as más línguas, haviam caído em vendas). Seria necessário, então, fazer algo radical para que se tornassem mais uma vez histórias diferenciadas e especiais. Ultimatum seria esse “algo”. “Vai ser como o Holocausto ou um 9 de setembro para o Ultiverso”, pontuou.
Para o Aranha foram duas edições, nas quais James Jameson reconhece o Aranha (dado como morto) como um grande herói e escreve seu obituário.
casa da Tia May. Kitty Pride, Kong e o pessoal da escola que sobreviveu continuam na história e voltam vilões como Mystério e rei do Crime. Um detalhe importante: a maioria da população de Nova York agora vê Aranha como um grande herói em virtude de sua atuação no Ultimato.
Quando os fãs ficaram sabendo disso, os blogs e twitters se enxeram de frases como “Loeb volta para arruinar o universo Ultimate.”
Não se sabe se Loeb realmente vai estragar o universo Ultimate por aqui com seus argumentos, mas pelo menos a arte é de primeira: o genial Frank Cho, com seu traço maravilhoso em especial para desenhar mulheres.1) Conseguirá a Marvel reerguer a linha Ultimate e torná-la de novo melhor que o universo Marvel regular?




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