Simplesmente um SUPER filme

Em um mundo cada vez mais cínico e “polarizado”, um filme protagonizado por um super-herói que acha que toda vida importa e que – com o perdão do jargão – faz o bem sem olhar a quem já traz um frescor inesperado em relação às produções do gênero nos últimos tempos. Mas Superman, longa de 2025 da DC que chegou aos cinemas neste mês de julho, vai muito além disso.

Com um roteiro bem amarrado que traz na medida certa ação, diversão, heroísmo e muita fofura (no caso, em algumas participações do supercão Krypto, claro), o diretor James Gunn conseguiu não só levar para as telas a essência do Homem-de Aço nos quadrinhos. Ele foi cirúrgico também em outros personagens e referências à, digamos, mitologia do herói criado em1938 pela dupla Jerry Siegel e Joe Schuster.

Não à toa já há quem diga que este é o melhor filme do Super-Homem já feito, deixando claro que aquele com Christopher Reeve, de 1978, é para muitos um hors concurs. Fato é que esse Superman é muito bom, merece ser visto e é um ótimo primeiro passo para o “novo” universo da DC ao qual Gunn dá início com ele. As razões para isso são muitas e o MundoHQ elenca as principais abaixo, sem spoilers para não estragar nada para quem ainda não viu o filme.

O ritmo

Pode parecer óbvio, mas o filme de ação ideal é aquele que imprime um ritmo progressivo e crescente, de preferência dando pouco tempo para a plateia respirar antes de chegar no final, sem pausas reflexivas nem se tornar mais lento no meio da ação. E esse Superman é assim.

O início é um pouco mais vagaroso, até para situar o público sobre o contexto da história e mostrar um pouco a personalidade do protagonista, mas a partir do momento em que a coisa pega é um Deus nos acuda. Os eventos vão se sucedendo um ao outro sem parar, há momentos em que a sensação é de que o herói sempre sai do fogo para cair na frigideira, os desafios aumentam cada vez mais até que as soluções finalmente chegam.

Sem começar do zero

Ainda que seja oficialmente o primeiro filme do “novo” universo cinematográfico da DC, Superman não é uma história de origem nem coloca o Homem de Aço como o primeiro herói a surgir nesse universo.

Sabiamente, Gunn inicia o filme relatando que o Super já está no planeta há três décadas (ainda que esteja atuando abertamente há três anos), que os metahumanos já existem na terra antes dele, que Lois e Clark já namoram há três meses etc – em tempo, há várias teses do porquê se repete tanto o número 3 no início, algumas incluindo a famosa idade de Cristo (33 ), mas nem vale a pena entrar nelas.

É claro que há referências à origem do protagonista, ao fato de ele ter vindo do planeta Krypton e da criação na Terra, que são fundamentais ao desenrolar do enredo. Contudo a ideia é que os terráqueos já estão “acostumados” não só ao fato de que o herói veio de outro planeta como à existência de outros alienígenas, metahumanos e monstros.

Assim, não só batalhas e poderes fazem parte do conhecimento geral daquele  mundo fictício, como ao estabelecer esse fato James Gunn abre a possibilidade para que qualquer outra história, qualquer outro personagem, possa adentrar nos próximos filmes sem necessidade de maiores explicações ou  roteiros focados em origens.

A humanidade do Superman

Assim como na ampla maioria dos quadrinhos, o Superman do filme escolhe ser um otimista (de uma maneira que por vezes beira a ingenuidade) e é alguém que acredita em salvar toda e qualquer vida até o limite do possível. Há até uma cena envolvendo um esquilo que chama bastante a atenção neste sentido.

Agir de maneira humana é a principal característica do herói e isso não só é explorado por Lex Luthor como uma fraqueza, como estabelece o ponto de conflito interno do herói que também é bem expresso no filme.

Aqui, mais uma vez sem spoilers, cabe fazer referência a duas críticas que estão sendo repetidas por quem não gostou do longa. A primeira se refere às intenções dos pais kryptonianos do herói quando o mandaram à Terra, porém vale lembrar que a linha seguida pelo filme já apareceu em diversos quadrinhos não só colocando a característica mostrada mais à frente feste filme de Jor-El e Lara como à sociedade kryptoniana (total ou parcialmente).

A segunda refere-se ao  Superman “apanhar muito” no filme. Não vale nem a pena nem entrar no fato de que se o herói fosse totalmente infalível e invulnerável não haveria graça ou conflito na história. Em vez disso cabe destacar que há justificativas para as derrotas momentâneas, seja a força do inimigo associada à previsibilidade/antecipação do que o super fará (o que é coerente às limitações de repertório de um herói em início de carreira); à fraqueza gerada por Kryptonita e falta de exposição ao sol (elementos retirados diretamente dos quadrinhos); ou mesmo as sequências de lutas contra diversos inimigos sem pausa.

E, vale lembrar, ainda que apanhe o herói vence (insira aqui sua frase favorita ao estilo “não importa quantas vezes você cai, mas como você se levanta”).

Cabe ressaltar ainda que a interpretação de David Corenswet é muito boa, ainda que não dê para o avaliar muito como a contraparte de Kal-El, uma vez que Clark Kent aparece pouco no longa. Independentemente disso, o ator conquista um espaço nos top 5 dentre os 11 que já vestiram a capa em cinema e seriados.

A saber, além de Corenswet já deram vida ao Super: Kirk Alyn (1948);  George Reeves: (1952-1958); Christopher Reeve (1978-1987); John Haymes Newton (série de Superboy, 1988-1989); Gerard Christopher: (série de Superboy, 1989-1992); Dean Cain: (Lois & Clark: The New Adventures of Superman), 1993-1997); Tom Welling: (Smallville, 2001-2011); Brandon Routh: (Superman Returns, 2006); Henry Cavill: (Man of Steel, Batman v Superman: Dawn of Justice, Justice League – 2013 a2023) e Tyler Hoechlin (Supergirl  e Superman & Lois, 2016-2024).

Jonathan e Martha Kent

Os pais terráqueos do Superman têm grandes variações nas histórias em quadrinhos quanto ao fato de estarem ou não vivos. Dependendo da época da publicação da aventura, ambos estão bem e continuam dando conselhos ao filho depois que ele muda para Metrópolis ou ambos – ou apenas um deles – já morreram e até foram a razão da ida para a cidade grande.

Independentemente de estarem vivos ou não, em todas as HQs foram eles que deram o esteio moral e os valores com os quais o Homem de Aço cresceu e o levaram a salvar vidas e se tornar um símbolo de esperança.  E isso é muito bem capturado no filme (onde ambos estão vivos, diga-se).

Além disso, a opção de mostrar uma mãe um pouco mais durona (Neva Howell) e um pai mais sensível (Pruitt Taylor, o eterno e excêntrico JJ La Roche, de O Mentalista) caiu muito bem. E houve atenção para um detalhe pitoresco que costuma passar batido nas adaptações para cinema e TV: o forte sotaque do casal que, afinal, é formado por dois interioranos do Kansas, onde fica Smallville.

Lois Lane e a química com o Superman

Inteligente, aventureira, impetuosa e às vezes um pouco dividida sobre o que deve fazer a seguir, mas ainda assim firme nas decisões, Lois Lane está perfeita neste filme. E química entre ela e o super-herói, que no longa estão em um início de relacionamento, é formidável.

As cutucadas que Lois dá em Clark, em especial quando questiona a ética dele em se autoentrevistar e mostra as implicações políticas das ações do Homem de Aço, que enxerga o mundo em preto e branco e ignora os tons de cinza se o tema é “bem versus mal”, deixam claro o quanto os dois são diferentes ao mesmo tempo em que se completam. Parte destas cenas, por sinal, já foi explorada nos trailers do filme, portanto, falar sobre elas não é exatamente um spoiler.

Além disso, é muito bom ver a liderança de Lois e o fato de ela ter dúvidas em relação ao relacionamento com o Homem de Aço que, afinal, ainda está no comecinho. As cenas românticas, diga-se, também foram bem-feitas, inclusive aquelas em que ela está meramente apoiando o herói emocionalmente.

Quanto à atuação, se David Corenswet está no top 5, Rachel Brosnahan fica fácil no top3. A atriz parece ter nascido para viver Lois Lane, tamanha a naturalidade com a qual desempenha o papel.

Senhor Incrível, Guy Gardner, Mulher Gavião e Metamorfo

Com visuais e personalidades bem fiéis aos heróis dos quadrinhos, esses quatro agradam tanto a leitores quanto a quem nunca os viu antes nas telas. O Senhor Incrível (Mr. Terrific) de Edi Gathegui passa a arrogância e aparente desinteresse do original na medida certa e se mostra um personagem bastante promissor para os próximos passos da DC.

Aliando o alto conhecimento de tecnologia à capacidade impressionante de luta (a cena que ele derrota uma equipe de Luthor enquanto mantém Lois protegida ao som de 5 Years Time é divertidamente épica), este Senhor Incrível com certeza veio para ficar.

Já Nathan Fillion parece ter nascido para se tornar Guy Gardner, um fato que vai bem além do visual com o cabelo tigelinha que replica com perfeição o corte ridículo do (anti)herói das HQs. É impressionante ver como o ator que interpreta o simpático e sempre bonzinho Hohn Nolan em The Rookie incorpora a personalidade de Guy, um babaca de primeira linha.

Aliás, a maioria das cenas desse polêmico Lanterna Verde garantem o alívio cômico do longa. Com destaque para o lado “pavão” do herói e os construtos de mãos gigantes mostrando o dedo que ele produz em batalha, que são bastante comuns nas HQs.

Terceira integrante da Gangue da Justiça (que se reúne em uma “Sala da Justiça” em construção, idêntica ao dos antigos desenhos dos Superamigos), a Mulher-Gavião de Superman também auxilia um pouco no alívio cômico em algumas discussões com Guy. Mas se sobressai mesmo nas cenas de luta, inclusive em um contraponto em relação à filosofia “toda vida vale a pena ser salva” do protagonista.

Por fim, Metamorfo (Anthony Carrigan) faz uma bela estreia no cinema. O poder absurdo do personagem em se transformar parcial ou quase integralmente nos mais diversos elementos – daí também ter o codinome “Homem-Elemental” – foi muito bem encaixado no roteiro. E o CGI que garante as transformações do corpo dele está de primeira linha.

Krypto

Desde que teve as primeiras imagens divulgadas, o supercão já chamou a atenção. E, como costuma ser o caso quando se anuncia a participação de “superpets” em um live action, surgiu a preocupação de uma presença exagerada ou  que infantilizasse o filme de maneira tola.

Felizmente o temor não procedia. Utilizado de maneira inteligente e bem dosada, Krypto é definitivamente um dos destaques positivos de Superman. Primeiro, não se trata de um cachorro humanizado e sim de um animalzinho mesmo. O que significa que os comportamentos adequados ou não de um cachorro – da obsessão por bolinhas à eventual agressividade com estranhos – estão ali, devidamente vitaminados por superpoderes.

Com isso, quando aparece na tela o cachorro gera momentos de humor, auxilia em cenas de ação e ainda desperta a preocupação do público quando está em perigo. E, claro, protagoniza passagens de extrema fofura no filme. Tudo de maneira bem equilibrada.

Há ainda um detalhe importante. Desde o início, o Super garante que só está tomando conta do bichinho para alguém, o que deixa a plateia curiosa…

O melhor Lex Luthor de todos os tempos

Da interpretação icônica de Gene Hackman (no Superman de 1978) ao charme enigmático de Michael Rosenbaum (Smallville) e à brutalidade e estilo Hell´s Angels de Michael Cudlitz (Superman & Lois), não faltam bons exemplos de Lex Luthor. Mas o deste filme, interpretado por Nicholas Hoult, está perfeito.

Extremamente inteligente, manipulador, mesquinho, cruel, impiedoso e invejoso, esse é um Lex perfeito que se mostra um inimigo temível desde o início. O vilão sabe exatamente “quais botões apertar” e atua com frieza e lógica para destruir e humilhar o herói.

Desde o início do filme, vai ficando claro que Lex está sempre por trás das coisas que estão se acontecendo, que elas se encaixam com maestria e que, com um bom mestre de xadrez, está sempre antecipando os movimentos dos oponentes.

Luthor conta ainda com reforço de diversos soldados vitaminados com tecnologia, os Raptors (que no fim acabam se mostrando pouco úteis contra um Superman pilhado) e uma dupla – essa sim perigosa – de superseres, Engenheira e Ultraman.

A primeira veio de quadrinhos da editora Image, que foi comprada pela DC em 1998 e teve os parte dos personagens absorvidos nos anos seguintes pela editora de Superman e companhia.  Originalmente, ela era uma heroína. Aqui, porém, a  Engenheira pertence ao time dos vilões, ainda que mantenha as principais características das HQs:  com o sangue composto por maquinário líquido (ou “nanitas”, que no filme foram inseridos na corrente sanguínea dela por Lex), a moça tem pele praticamente impenetrável e pode gerar as mais diversas formas de equipamentos como partes ou extensões do próprio corpo. Também pode se conectar a basicamente qualquer tipo de tecnologia e hackear tudo que encontrar pela frente.

Já Ultraman, que é tão ou mais forte que o protagonista e também voa,  inicialmente é um mistério. Os fãs de quadrinhos achavam que se tratava de uma versão maligna do Super-Homem que aparece em algumas HQs da DC e que leva este nome, além de ter também um símbolo com “U” no peito.

Contudo, a máscara indicava que podia ser apenas uma pegadinha de Gunn. A resposta certa não será dada aqui (afinal, prometemos que não haveria spoilers), mas dá para dizer que é muito bem bolada e, sim, faz parte da mitologia das HQs do Superman.

O espaço e a cidade

Uma característica de muitas HQs do Superman são as referências a (supostos) fenômenos envolvendo o espaço sideral e o filme as traz de maneira colorida. Assim, há desde a criação de um universo compactado que Luthor usa para os próprios fins a rios de prótons e uma fenda ligada a um buraco negro. Ainda que sejam de fantasia pura, as possibilidades e ameaças geradas por esses elementos entretêm e dão bons frutos no roteiro (e, mais uma vez, ótimos efeitos de CGI).

A cidade de Metrópolis, uma megalópole gigantesca que se espalha pelo ambiente, também compõe bem o cenário e é, como sempre, a grande ameaçada e focada na história. Quando um abismo que pode rachar o planeta vai se formando, a única preocupação dos heróis no caminho da ameaça se resume a ela, o que é bem condizente com as HQs.

Também é importante dizer que parte integrante do cenário de Metrópolis é o jornal Planeta Diário e a equipe de repórteres, fotógrafos e editores que o compõem. Mais uma vez os atores escolhidos estão ótimos, com destaque para James Olsen (Skyler GiIsondo) com seu inexplicável magnetismo sexual – uma brincadeira constante nos quadrinhos e que no filme acaba se mostrando estranhamente necessária para que o mal seja desmascarado graças a reportagem do Planeta – e para o indefectível Perry White (Wendell Pearce).

Ah, sim, o jornal está bem atualizado, com edições e reportagens não mais em papel, mas sim em um grande portal de Internet e redes sociais.

O bem acima da política: metáforas e realidades

Ainda que vista as cores da bandeira estadunidense, Superman trabalha em prol da vida e da paz – o antigo slogan de defensor da “verdade, justiça e do american way” já foi há muito deixado de lado, à medida em que o tal jeito americano mudou e se apequenou para um herói que queria defender o mundo todo. O atual slogan, vale lembrar, é “verdade, justiça e um amanhã melhor.”

Assim, o herói não tem dúvida alguma em se meter em uma guerra entre um aliado (e comprador de armas) dos EUA,  a ditadura da Borávia, e o pobre Jarhanpur. O objetivo dele é declarado e claro: salvar vidas.

Mas é claro que muita gente interpretou a tal guerra entre países fictícios como referência ao conflito entre Israel e Palestina. É possível, sim, enxergar isso. Assim como é possível pensar em Rússia versus Ucrânia, até mesmo porque o fictício ditador Vasil Ghurkos (Zlatko Burić) parece muito mais um tirano egocêntrico da Eurásia do que do que com Benjamim Netanyahu.

Sendo justo, a guerra de países de fantasia de Superman serve como metáfora de várias do mundo real e se a carapuça serve, que cada um interprete como deseja, pois a mensagem da paz necessária e de salvar vidas é a mesma.

É claro que a galerinha que adora causar na Internet já polemizou a existência de um “Superman Woke”, ainda mais porque no filme Lex Luthor joga o medo contra imigrantes em cima do Homem de Aço, afinal o herói é um alienígena. E o fato da estratégia de Luthor incluir campanhas difamatórias na Internet também já fez muita gente pensar em outras situações (sur)reais da política atual. De novo, se a carapuça serve…

O ponto, porém, é que bons quadrinhos refletem, sim, situações da vida real. E se Superman coloca a vida acima de tudo, isso não quer dizer que o entorno não tenha situações políticas da atualidade, pelo contrário. Para quem está tentando rotular o herói ou achar uma agenda secreta no filme, vale lembrar que Superman sempre defendeu a paz independentemente de quem está fazendo guerra e sempre se viu às voltas com a desconfiança (constantemente fomentada contra ele) por ser um extraterrestre – este último fato já foi retratado tanto em HQs como em filmes anteriores.

E mais, desde a origem o super-herói defende uma agenda social. Nas primeiras HQs, no final dos anos de 1930, o alterego de Clark Kent – que, não custa lembrar, foi criado por dois meninos judeus pobres – protagonizava histórias nas quais, por exemplo, defendia trabalhadores de uma mina explorados por um patrão que não respeitava os direitos deles ou enfrentava um marido que batia na esposa. Então, se for para olhar por este ângulo, Superman é woke há quase 90 anos, muito antes de inventarem esse “conceito.”

O final

Terminada toda a ação, o finalzinho do filme também vale muito a pena. Primeiro porque o público descobre quem é a pessoa dona de Krypto, em uma participação especial muito boa e que dá o gancho para um já bem aguardado filme da DC que deve ser lançado em 2026.

Segundo pelos dois pós-créditos. O primeiro, fofo demais, total momento cúti-cúti. O segundo é uma piadinha que será mais apreciada pelos que conhecem a mania de perfeição do Senhor Incrível e os ataques de sincericídios do Superman.

E tem mais três coisinhas…

…que não podem deixar de ser mencionadas, pois dão um saborzinho extra ao filme. A primeira é que finalmente um filme traz uma explicação para o Homem de Aço não ser reconhecido por trás dos óculos de Clark Kent!

A segunda é uma participação especial de Jon Cena como o idiota e hilário super-herói Pacificador. Conhecido por, entre outras coisas, ser o rei das fakenews sobre os colegas do mundo super-heroico, ele aparece dando entrevista na TV detonando o Superman.

E, por fim, há uma homenagem/lembrança ao eterno Superman Christopher Reeve, por meio da participação do filho dele, o ator Will Reeve, aparecendo no papel de um jornalista, âncora de televisão.

Com tudo isso, Superman é um ótimo filme, já atingiu ótimos números de bilheteria global já nos primeiros dias de exibição e vai deixar grandes expectativas para os próximos lançamentos da DC no cinema. Não é, todavia, uma unanimidade, até porque há vários fãs que preferem de filmes de herói mais realistas (mesmo quando são sobre um sujeito que voa e solta raios pelos olhos) e com uma pegada mais agressiva e soturna.

Para uma parte destes fãs, o filme de James Gunn é muito fantasioso e até tolo. Azar o deles. Afinal, há espaço, sim, para os bons filmes de heróis em tom mais sinistro, mas isso não quer dizer que não se possa apreciar outros estilos.

Ainda mais porque há muito tempo não se via um filme tão leal à essência do personagem dos quadrinhos quanto este Superman, e que de quebra ainda entretém o público  e valoriza um super-herói que prefere defender a vida, ser otimista e dar esperança às pessoas. Enfim, um verdadeiro Super-Homem.

NOTA DO CRÍTICO: Excelente

Djota Carvalho

Dario Djota Carvalho é jornalista formado na PUC-Campinas, mestre em Educação pela Unicamp, cartunista e apaixonado por quadrinhos. É autor de livros como A educação está no gibi (Papirus Editora) e apresentador do programa MundoHQTV, na Educa TV Campinas. Também atuou uma década como responsável pelo conteúdo da TV Câmara Campinas e é criador do site www.mundohq.com.br

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