Filmes e séries baseados em quadrinhos não são novidade, mas continuam sendo uma ciência inexata. Se por um lado ninguém questiona o resultado da série do Demolidor da Netflix, o mesmo não se pode dizer à adaptação do mesmo personagem para o cinema tendo Ben Affleck na pele do herói.
Porém, se há casos em que o resultado é horripilantemente irreconhecível – que o diga o detrito que os cinemas exibiram com o nome de Dragon Ball Evolution (alguém devia levar um kamehameha na cara por aquilo) – há outros em que ele supera o original. E iZombie, série televisiva que teve cinco temporadas levadas ao ar pela emissora CW, com certeza se encaixa na última categoria com louvor.

Aliás, antes de mais nada, fica o aviso: quem quiser assistir em streaming pela Globoplay tem até 31 de março de 2023 pra fazer isso. Depois desta data, como ocorreu na Netflix, a série sai do catálogo. E a opção, se nada mudar, ficará sendo apenas a HBO Max.




Jovem médica extremamente competente, Liv vive uma vida perfeita na cidade de Seattle, que se alterna entre o hospital onde atua de maneira genial, o noivo perfeito Major Lillywhite e a amiga promotora Peyton, com quem divide a casa.
Um dia, porém, a convite de uma colega, resolve ir a uma festa em um barco sozinha. “O que pode acontecer de pior?”, pergunta o noivo, em uma tentativa de convencê-la a curtir mais a vida.
Resposta: um ataque zumbi que transforma a balada aquática em uma carnificina total. Após ser arranhada por uma das criaturas, Liv cai na água e acorda no dia seguinte dentro de um saco de cadáveres. Rapidamente ela se dá conta de um desejo enorme por comer cérebros (se não o faz, começa a ficar cada vez mais estúpida e entra em “módulo zumbi”, no qual se torna extremamente forte e burra, simplesmente quer atacar qualquer um para comer).


Em paralelo, ao comer o cérebro de uma pessoa assassinada, Liv tem memórias do crime e ajuda o policial Clive Babineaux a resolver o crime – Ravi, espertamente, diz ao tira que a moça é uma espécie de vidente.
Pronto, está estabelecida a primeira tônica do seriado: Liv passa a ser uma espécie de investigadora zumbi, ajudando a resolver crimes graças a memórias que são ativadas por pessoas ou cenários que vê, e que a ajudam nas investigações.

Com um detalhe que faz toda a diferença: ela não absorve apenas memórias, mas também desejos e habilidades do morto devorado. Neste ponto, se sobressaem as ótimas interpretações da atriz Rose McIver (que já fez entre outros papéis a fada Sininho de Once Upon a Time e a ingênua e sensual enfermeira Vivian Scully em Masters of Sex).
A cada episódio Rose consegue convencer – e fazer rir – com personalidades e manias distintas que enriquecem por demais o seriado. Mas não é só isso. Além do foco de investigação policial, o roteiro segue uma linha paralela: aos poucos fica claro que a tal infecção que transformou as pessoas em zumbis é fruto de uma mistura de uma droga (o utopium) com um energético duvidoso, e que Liv não é a única zumbi na cidade.










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