O mundo se despediu nesta segunda-feira (21) do Papa Francisco. Primeiro sumo pontífice latino-americano, humilde, bondoso, símbolo de rupturas, defensor de uma Igreja mais aberta e mais próxima dos marginalizados, generoso, inclusivo, caridoso…
Não faltam adjetivos para descrever Mário Jorge Bergoglio, nome de batismo do pontífice que se foi aos 88 anos de vida. Mas uma das características dele se destaca e o aproximou do mundo dos quadrinhos, charges e caricaturas: o bom humor.

Em visita ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, o papa chamou a atenção de artistas de todo o país em especial pelo sorriso sempre presente no rosto.
O cartunista José Alberto Lovetro, o Jal, organizou então uma das famosas flash expo que costuma produzir. Basicamente, Jal (que é também presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil) convida artistas de todo Brasil para mandar a ele rapidamente – daí o flash – trabalhos com um tema definido.
No caso da exposição relâmpago sobre Francisco, ela foi além: transformou-se em um livro em edição única, feito apenas para ser entregue em mãos ao Santo Padre, intitulado “O Papa sorriu.” Com efeito, a obra foi entregue pessoalmente ao Papa Francisco pelo então Arcebispo metropolitano de São Paulo, o cardeal Dom Odilo Scherer, no início de 2014. O resultado?

Francisco gargalhou ao folhear as páginas da obra. “Humor é bom, humor faz bem”, disse a Dom Odilo. Os cerca de 40 trabalhos foram posteriormente expostos em diversas cidades do Brasil, e ganharam inclusive mostra no Museu da Arte Sacra de São Paulo (MAS/SP), ainda em março de 2014 – é possível conferir uma versão virtual clicando aqui.

Em diferentes estilos, os trabalhos mostram a simplicidade de Francisco no trato com todas as pessoas, brincam com a visita ao Brasil e destacam as características dele – inclusive físicas, já que não faltam caricaturas à exposição.

Entre os artistas participantes estão Maurício de Sousa, Baptistão, Bira Dantas, Gilmar Fraga, Mônica Fuchshuber, Quinho, Gustavo Paffaro, Carlos Amorim, William Medeiros, Sérgio Moretti, J. Bosco e o próprio Jal.

Vale registrar que, muito além dos trabalhos da mostra, como líder religioso e político Francisco – desde que assumiu o papado – foi constantemente tema de caricaturas, charges cartuns e até mesmo de tirinhas. Quando em 2013 relançou Só Dando Gizada nas páginas do Correio Popular de Campinas, por exemplo, DJota Carvalho brincou com a escolha de um argentino e a rivalidade brincalhona com o Brasil.





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