Em 12 de novembro de 2018, o mundo se despediu com tristeza, pompa e circunstância de Stan Lee. Nada mais justo, considerando-se que o mundo (em especial a cultura pop) seriam bem diferentes sem ele.
Afinal, os personagens que o novaiorquino Stanley Martin Lieber criou – Homem-Aranha, X-Men, Hulk, Homem de Ferro, Demolidor e tantos outros – estão presentes não só nas histórias em quadrinhos como também na televisão, cinema, seriados de canais de streaming, games, memorabílias, vestuários, teses de mestrado e doutorado, livros, parques temáticos e inúmeros outras mídias e produtos.

Mais que isso, inspiram milhões de pessoas e são presença constante na imaginação de incontáveis crianças e adultos.
O próprio Stan tornou-se uma figura conhecida mundialmente. Ainda que nem chegue perto da fama de seus “filhos”, colocou as mãos na Calçada da Fama destinada às celebridades de Hollywood, participou de filmes (não só fazendo pontas nos de super-heróis: fez, por exemplo, par de Julie Andrews em Diário da Princesa 2) e de desenhos animados, teve um reality show e participações em séries como aquela, inesquecível, na qual interpretou a si mesmo em The Big Bang Theory.

Nada mal para quem, quando criança, por vezes teve como única diversão o liquidificador dos pais para fazer um milkshake. Nascido em 28 de dezembro de 1922, filho do imigrante romeno Jack Lieber e da (também) novaiorquina Célia, Stan teve uma infância difícil.
Morava com os pais e o irmão mais novo, Larry, em um pequeno apartamento na cidade com vistas para uma parede. O pai, cortador de tecidos, passava por períodos sem emprego e a tensão no espaço pequeno muitas vezes era grande, ainda mais quando veio a Grande Depressão estadunidense.
Incentivado pela mãe, Stan amava ler. Primeiro, clássicos de Mark Twain e Júlio Verne, além de Tarzan. Um pouco mais velho, passou para Edgar Alan Poe, George Bernard Shaw, Arthur Conan Doyle, Dickens , Vitor Hugo, HG Wells e Shakespeare.

Na adolescência, Stan conseguiu bicos entregando almoços em escritórios e depois em um jornal onde, contava, tinha como principal função escrever obituários antecipados pra pessoas famosas que ainda estavam vivas, o que considerava deprimente. Demitiu-se e foi trabalhar numa fábrica de calças e, depois, como lanterninha de cinema, até que o tio que trabalhava em uma editora avisou sobre uma vaga como assistente. A primeira pergunta que fez para a mãe ao receber a notícia: “Não é lá que fazem histórias em quadrinhos?” Era.
O ano era 1939 e Stan, então com 17 anos, foi recebido na Timely Comics por ninguém menos que Joe Simon, que viria a se tornar um dos criadores do Capitão América, e que o levou em um tour pela editora – com direito a uma passagem pela prancheta do outro criador do super-soldado, o desenhista Jack Kirby. O trabalho de Stan incluiria um pouco de tudo, de buscar o almoço dos artistas a manter os tinteiros cheios, com um salário de oito dólares por semana.
Stan topou na hora. Sabedor de que o garoto tinha experiência com textos, Simon disse a ele que no futuro talvez até pudesse escrever algumas histórias. A promessa foi cumprida: o jovem assistente estreou ali como roteirista, assinando em 1941 uma história do Capitão pela primeira vez, com o pseudônimo “Stan Lee”.

Em 1942, porém, os EUA entrou na Segunda Guerra Mundial e Stan foi convocado. Rapidamente os oficiais descobriram os talentos do rapaz e, em vez de enviá-lo para o front, colocaram-no para produzir manuais de instrução para soldados.
Um fato curioso ocorrido neste período foi revelado na biografia em quadrinhos Incrível, fantástico, inacreditável: a biografia em quadrinhos do gênio que criou os heróis da Marvel (lançada no Brasil pela editora Novo Século).

Stan Lee ansiava por uma carta da Timely que asseguraria que o trabalho nos quadrinhos estaria à espera dele quando a guerra acabasse. Ocorre que a carta chegou quando o posto de correios da guarnição já estava fechado e Stan decidiu arrombar a própria caixa postal para pegá-la. Apesar de não ter causado nenhum dano, um oficial linha-dura o mandou para a prisão por violação postal, um crime federal nos EUA.
Felizmente, outro oficial mais patenteado ficou sabendo da situação e reverteu a ordem, com direito à bronca no anterior por estar prendendo um talento do exército. Ao saber da carta e dos demais talentos do soldado, o oficial determinou a ele a tarefa de criar posters para comunicar visualmente mensagens de importância ao exército.

A primeira tarefa foi alertar os soldados das consequências das suas aventuras com o sexo oposto em terras estrangeiras, para as quais não se precaviam. O resultado foi um pôster que circulou boa parte da Europa.

Em 1945 a Guerra acabou e Stan voltou para casa, mas só em 1947 voltou a escrever. Mais ou menos na mesma época, um amigo da editora marcou para ele um encontro às escuras com uma modelo chamada Betty. Quem atendeu a porta, porém, foi outra beldade, a inglesa Joan Boocock, por quem Lee se apaixonou e se casou naquele mesmo ano.
O casal permaneceu junto até a morte dela, em 2017, aos 93 anos. Tiveram duas filhas, Joan Celia (JC) e Jan. A segunda menina, porém, faleceu com apenas três dias de vida, uma dor que – segundo Stan – nunca foi superada pelo casal. Joan não podia mais ter filhos e o processo de adoção era “muito doloroso”, o que os levou a desistir de ampliar a família.

A vida seguiu e em 1961 veio a virada na vida de Stan Lee. O chefe dele, Martin Goodman, ficou sabendo dos grandes números de venda de um grupo de heróis de outra editora, a Liga da Justiça, e decidiu que a Timely deveria também apostar em equipes. Disse então a Stan que criasse uma história utilizando heróis antigos da editora unidos em um grupo.
Em casa, o autor comentou com a esposa Joan que não gostava daquela ideia, que já passara da hora de criar seus personagens, que visualizava heróis mais humanos, com problemas do dia a dia, paixões, tristezas. E que, diante da impossibilidade disso, iria pedir demissão.

Joan, porém, sugeriu a ele que criasse o que queria em vez de se demitir, pois o pior que poderia acontecer era o chefe, bem, demiti-lo. E já que ele estava disposto a sair mesmo, que pelo menos fizesse o que queria antes. Felizmente,o discurso dela o convenceu.
Stan já tinha separado um herói antigo sugerido por Martin, o Tocha Humana, um andróide criado em 1939. Pensou, porém, em um outro Tocha, um rapaz loiro meio arrogante, irmão de uma bela moça inteligentíssima.
Ambos viajariam para o espaço numa missão experimental ao lado de um cientista genial chamado Reed Richards, na nave pilotada pelo atlético Ben Grimm, mas as coisas dariam errado, eles cairiam na terra de volta e em virtude de uma estranha radiação ganhariam superpoderes que não pediram nem desejaram e…assim surgiu o Quarteto Fantástico. De quebra, no número 1, Stan lançou um selo para as HQs novas: “Marvel Comics”.

O gibi vendeu como água e Goodman quis mais. Stan então pensou em um monstro, algo meio Frankstein, mas podia ter algo do clássico Jekyl e Hide também, um cientista franzino que se transforma em uma criatura forte e descontrolada quando se irrita ou tem medo, em virtude de ter sido bombardeado por raios gama. “O que são raios gama?”, perguntou Goodman. “Sei lá, inventei agora porque gostei do nome”, respondeu Stan.
O publisher não gostou, até porque – além de tudo – de novo Stan tinha dado ao personagem um nome com aliteração (depois de Reed Richars e Sue Storm, agora era Bruce Banner). “E como vai chamar o monstro?”, perguntou. Stan pegou um dicionário e lascou: “Hulk” (bruto, brutamontes).
Meio a contragosto, Goodman concordou e a revista saiu em 1962. Jack Kirby foi o responsável por desenhar o monstro cinza (que algumas edições depois ficou verde porque as gráficas não conseguiam acertar a cor) e mais uma vez o sucesso em vendas foi estrondoso.

Com dois sucessos em sequência, o roteirista sentiu-se seguro para arriscar e propôs um novo herói para Martin Goodman. Um adolescente, picado por uma aranha radioativa, que teria poderes advindos do inseto. O editor odiou tudo no personagem: era ridículo um herói ser adolescente, todo mundo sabia que adolescentes eram parceiros-mirins, side kicks, e nunca super-heróis.
Havia muita comédia nos diálogos e situações da história, de novo a insistência da aliteração no nome do personagem principal (agora era Peter Parker) e pior ainda era o nome dele como herói: “As pessoas odeiam aranhas, nunca vai dar certo”, esbravejou Martin.
Stan concordou, mas fez um pedido: a editora estava cancelando uma revista chamada Amazing Fantasy. Será que ele poderia lançar apenas uma história do personagem na derradeira edição da revista? Ok, disse Martin, a revista vai acabar mesmo.

O desenhista Steve Ditko criou o visual do herói e ele saiu na capa da revista que acabou se tornando o gibi mais vendido da década e se tornou imediatamente um título regular do selo Marvel Comics. Aliás, se alguém guardou um exemplar em bom estado fez um excelente negócio: nos anos 2000 um deles foi vendido em um leilão pelo valor de 1 milhão e 100 mil dólares.
Então, quando Stan quis criar mais um herói naquele mesmo ano de 1962, ninguém discutiu com ele. O autor conta que pensou mais ou menos o seguinte: “já lancei super-heróis e um monstro super forte. O que poderia ser mais forte que eles? Um Deus”. Com desenhos do irmão Larry Lieber e Jack Kirby, assim nasceu o poderoso Thor.

Na sequência vieram Homem Formiga e Vespa e, inspirado pelo conflito no Vietnã, o Homem-de-Ferro: Stan via os movimentos de paz entre os jovens e quis fazer um herói, Tony Stark, que começasse a história como um industrial militar e depois passasse a lutar pela paz.
O estúdio o chamou de louco de novo, mas a esta altura já sabia que devia publicar o personagem, que ganhou vida nos traços de Larry Lieber, Jack Kirby e Don Heck.

Martin Goodman sabia que tinha uma mina de ouro nas mãos, mas ainda assim recusava-se a dar tanto crédito para Stan. Em uma conversa com ele, afirmou que o sucesso das revistas devia-se aos títulos criativos e impactantes que tinham: O Quarteto Fantástico, O incrível Hulk, O espetacular Homem Aranha, O poderoso Thor etc.
Stan Lee discordou: era o “estilo Marvel” que garantia o sucesso, os heróis mais humanizados, mais próximos da vida real. E para provar que estava certo propôs uma aposta: Goodman permitiria que ele criasse uma história com o título mais não-atraente que ele conseguisse pensar e a editora publicaria. As vendas diriam quem estava certo.
Veio então Sargent Furry and the Howling Commandos (Sargento Fury e os comandos uivantes). Sem dúvida um título esquisito, com histórias de guerra estilo Marvel do pelotão mais diferente que Stan conseguiu pensar.

Comandados por um militar durão estavam um judeu, um italiano, um irlandês, um negro e um branco homossexual. “Se deu certo? Publicamos a revista por sete anos e só paramos porque me cansei dela. Mas depois, com o sucesso de James Bond, transformamos o sargento, Nick Fury, em um agente secreto da Shield”, contava Stan, deixando claro quem venceu a aposta.
Em 1963, Stan criou outro personagem, inspirado por um programa de rádio (Chandu, o mágico) que ouvia quando criança: Dr. Estranho. O mago – desenhado por Steve Ditko – fez sucesso principalmente em universidades e Stan Lee começou a ser convidado constantemente para fazer palestras nelas.

Ainda naquele mesmo ano, Stan lançaria um de seus maiores sucessos de todos os tempos. O autor queria debater preconceito em suas histórias, queria falar do medo irracional e da raiva que as pessoas sentiam do desconhecido. Desta ideia e das tintas de Jack Kirby surgiram os X-Men.
Muito mais ainda viria da cabeça de Stan Lee naquela mesma década. Apenas para citar alguns principais personagens: Demolidor (em 1964, com Bill Everett); Pantera Negra (em 1966, com Jack Kirby) e Surfista Prateado (1968, com John Buscema e Jack Kirby). Definitivamente, Stan exercitava sua criatividade “ao máximo”, que aliás é o significado da palavra “Excelsior”, que ele transformou no bordão que utilizou durante toda sua vida.

Mas nem tudo era paz. Steve Ditko deixou a equipe em 1966, provavelmente ressentido com o fato de não ter tanto reconhecimento pelas cocriações (John Romita assumiu o lugar dele – “um grande desenhista de mulheres”, dizia Stan, para quem a Mary Jane de Romita lembrava a esposa Joan).
Na sequência, Jack Kirby também deixou o barco, “sem dizer porquê”, afirmava Stan. Mas intuía que a saída talvez tivesse ocorrido porque Kirby não chegou a ser diretor de arte, ainda que o cargo tivesse sido oferecido. No fim, quem assumiu tanto como diretor de arte como de conteúdo foi o próprio Stan Lee.
O acúmulo, confessava, trouxe alguns problemas estranhos gerados pelo excesso de trabalho e falta de comunicação. Certa feira, por exemplo, ao olhar rapidamente para uma arte do Homem-de-Ferro, comentou: “Ele não tem nariz?”. Segundo Stan, o comentário era uma observação em relação ao tamanho da máscara de Tony Stark, desenhada de uma forma que parecia não deixar espaço para um nariz sob ela.
Contudo o o que chegou ao desenhista foi que o Homem-de-Ferro deveria ter um nariz. Resultado: pouco depois surgiu o desenho de uma armadura com abertura no nariz, que quase chegou às bancas. Isso só não ocorreu porque a história passou mais uma vez pelas mãos de Stan Lee, que mandou refazê-la e ficou com fama de louco e indeciso…

Em 1972, a editora – que já havia assumido o nome de Marvel Comics – mudou de donos (como já havia ocorrido algumas vezes até então) e Lee foi nomeado publisher, ou seja, agora cabia a ele escolher as histórias, coordenar tudo e ainda representar a editora mundo afora. Nesta época, o autor viajou muito, tendo recepção de gala no México e um encontro com Paul MacCartney, que chegou a encomendar uma HQ para uma iniciativa da então esposa, Linda. Infelizmente, ela veio a falecer e o projeto não foi em frente.
Em 1977, porém, Lee participou de outra iniciativa: encontrou-se com a banda Kiss e o quarteto foi transformado em gibi.

Como publisher, Stan Lee deu um tempo na criação de personagens, mas acabou batizando um que surgiu nas HQs do Demolidor. O autor Gerry Conway estava sem ideias para batizar um vigilante que pegava duro com bandidos, os punia duramente. Com simplicidade, o pai do próprio Demolidor disse que, se ele os punia (punish), por que não chamá-lo de Punisher? Dito e feito.
Os heróis da Marvel continuavam a crescer e a ganhar outros campos e eventualmente Lee convenceu a Marvel a deixá-lo mudar para a costa Oeste, onde assumiu a área de animações da editora, além de dar pitacos em filmes e seriados. Boa parte deles, porém, não dava certo: o próprio Stan fazia questão de lembrar de um fracasso, um filme do Capitão América no qual o Caveira Vermelha era italiano…

Nos anos de 1990, Stan afastou-se da carreira da Marvel, da qual continuou sendo presidente emérito, com um (então) polpudo salário anual de US$ 1 milhão. Ficar parado nunca foi a dele, por isso em 1998 decidiu desbravar a Internet com a Stan Lee Media, um estúdio de criação, produção e marketing de super-heróis.
A empresa começou bem, mas se viu envolvida em um esquema de manipulação ilegal por um dos sócios, Peter Paul (que por sinal veio de refugiar no Brasil, de onde foi extraditado e preso). O homem do Excelsior não chegou a ser implicado nas irregularidades, mas a empresa fechou assim mesmo, em 2001.

Um ano antes, porém, os filmes de heróis da Marvel começaram a dar certo com o primeiro dos X-Men e Lee voltou ao foco. Como consultor, em icônicas participações especiais nos filmes que vieram e até mesmo numa briga para receber direitos autorais sobre os filmes. Quando era funcionário da Timely, Stan Lee não tinha direitos dos personagens, porém havia uma promessa de que receberia 10% dos lucros. Ele cobrou nos tribunais e as partes chegaram a acordo em 2005.
Porém, é bom voltar de novo a 2001: se por um lado a Stan Lee Media acabou, de outro Stan se uniu a Gil Champion para lançar a Pow Entertainment, mais uma iniciativa de criação de super-heróis. Dela vieram personagens como Soldier Zero, Starborn e O Viajante.

Nenhum deles teve o peso dos personagens que criou no selo Marvel, mas uma animação com certeza chamou atenção: Striperrella.
Baseada nos atributos da atriz Pamela Anderson, Erotica Jones era uma poledancer durante o dia e, de noite, assumia o alterego de Striperella, uma agente secreta nada discreta. O seriado estreou na Spike TV, mas teve passagens por diversos canais a cabo pelo mundo.

Também na TV a cabo, Stan Lee comandou, de 2006 a 2007, o reality show Quem quer ser um herói. E, ainda no início dos anos 2000, riu muito ao receber um convite da DC para dar sua cara aos principais heróis da maior concorrente da Marvel.
Achou que era trote, mas não era: a coleção Just imagine Stan Lee creating the DC Universe ganhou as bancas e o autor se orgulhava particularmente de seu Aquaman feito de água.

Assim como se orgulhou da Medalha Nacional das Artes que recebeu em 2008 das mãos do presidente Bush. E de ter sido convidado em 2011, aos 88 anos, para deixar as impressões de suas mãos na famosa calçada da fama, em Hollywood, que imaginava ser restrita a lendas do cinema e TV.
Mas, pensando bem, quem disse que ele não era? Suas criações viraram desenhos animados e inúmeros filmes que chegaram a milhões de espectadores nas telinhas e telonas. Ele mesmo acabou participando de diversos filmes – alguns como ator convidado, mas a maioria deles nos de seus próprios heróis, fazendo pontas (os chamados cameos) que as pelas quais as pessoas esperavam ansiosamente.

Também “participou” de desenhos animados como figurante. Entre outros, foi zelador do prédio de uma animação do Homem-Aranha, está nos cenas pós créditos de Operação Big Hero e até mesmo numa animação dos Jovens Titãs da concorrente Marvel. E também fez aparições nos seriados de heróis e em outros diversos, como o já citado The Big Bang Theory.
Mesmo sentindo o peso da idade, Stan participou da San Diego Comic-Con de 2016, onde apresentou um de seus últimos trabalhos, a graphic novel digital Stan Lee’s God Woke, baseada em um antigo poema dele mesmo, da década de 1970. No ano seguinte, a versão impressa da obra foi agraciada com o prêmio Independent Voice Awards.

O ano de 2017, porém, não foi nada bom ano para Stan Lee: a esposa Joan, companheira de toda a vida, faleceu, e os problemas dele de saúde se acentuaram.

Pneumonias constantes se somaram a problemas de visão e audição. “Não consigo mais ler um roteiro, se é muito importante peço que coloquem em letras grandes e ainda assim é difícil, e se leem pra mim ouço mal. É muito difícil se sentir como uma pessoa de mil anos de idade”, dizia.
Ainda assim, conseguia fazer participações nos filmes de seus “filhos” super-heróis (deixou inclusive algumas gravadas que se tornaram póstumas, entre elas uma na sequência de Vingadores: Infinity War).

A saúde de Stan Lee, porém, continuava a piorar e, em 12 de novembro de 2018, a filha J.C. Lee anunciou a morte do pai, aos 95 anos. Ele havia sido levado até o hospital Cidar-Sinai para um atendimento de emergência, com surto de pneumonia e possíveis complicações relacionadas a um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A morte foi noticiada em todo o planeta, com inúmeras homenagens ao autor.
Após uma vida vivida ao máximo e levando alegria a tanta gente, com certeza Stan Lee mais do que justificou seu bordão favorito: EXCELSIOR !








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