Na luta Marvel versus DC, a Casa das Ideias ficou para trás, ao menos se o placar for contado em Oscars. Com a conquista das estatuetas de melhor trilha sonora original e de melhor ator para Joaquin Phoenix neste domingo, 10 de fevereiro de 2020, graças à excelente interpretação dele em Coringa, a DC inquestionavelmente ultrapassou a Marvel nas vitórias. Já o placar não é tão inquestionável assim.
Explica-se: a DC tem oito vitórias com longas-metragens inspirados nos quadrinhos já lançados por ela. Além dos atuais melhor e melhor trilha original, a editora tem em sua folha corrida um para Superman: O Filme, em 1979 (melhores efeitos visuais); um para Batman, de 1990 (melhor direção de arte); um para Estrada Para a Perdição, em 2003 (melhor fotografia); dois Oscar em 2009 para Batman Cavaleiro das Trevas (melhor ator para Heath Ledger, também por uma interpretação do Coringa, e melhor edição); e um último para Esquadrão Suicida, em 2017 (melhor maquiagem).

Já a Marvel entrou de verdade na disputa no ano passado, quando faturou de uma só tacada quatro estatuetas, três delas com Pantera Negra – melhor figurino, melhor direção de arte e melhor trilha sonora – e um com Homem-Aranha no Aranhaverso, eleita melhor animação.
A Casa das idéias tinha ainda um Oscar de 2005 com Homem-Aranha 2 (melhores efeitos visuais) e um outro, de melhor animação, merecidamente conquistado por Operação Big Hero em 2015.

Por fim, a polêmica: em 1998, MIB – Homens de Preto venceu o Oscar de melhor maquiagem. A Marvel contabiliza esta estatueta na conta dela, mas será mesmo?
A História em Quadrinhos criada e escrita por Lowell Cunninghan (com desenhos de Sandy Carruthers) foi originalmente lançada pela Aircel Comics. Esta empresa, posteriormente, foi comprada pela Malibu Comics. E esta última, depois de alguns anos, acabou sendo adquirida pela Marvel.

Muita gente, portanto, acha que “Oscar comprado” não vale. Qualquer que seja sua opinião a respeito, porém, seja por 8 a 7 ou 8 a 6, a DC definitivamente assumiu a liderança.




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