Três longas-metragens com grande expectativa de serem muito bons e um último envolto em mistério, e que pode surpreender para o bem ou para o mal. Esse é o cenário de 2026 para os filmes dos universos DC e Marvel que devem estrear nos cinemas.
O primeiro deles é Supergirl: Mulher do Amanhã (Supergirl: Woman of Tomorrow), inspirado na minissérie dos quadrinhos roteirizada pelo estadunidense Tom King e desenhada pela brasileira Bilquis Evely , com data de estreia marcada para 26 de junho. Protagonizado pela atriz Milly Alcock (Casa do Dragão), o filme deve seguir a mesma premissa da HQ, a julgar inclusive pela pequena e hilária participação de Supergirl no ótimo filme do Superman lançado em 2025.
Diferentemente do primo mais famoso, Kara Zor-El carrega consigo a dor de ter visto o pai e toda a população de Argo City – cidade kryptoniana que foi lançada no espaço e sobreviveu à destruição do planeta por algum tempo – morrerem diante de seus olhos.

A moça, que veio para a Terra com a missão original de cuidar do primo bebê (mas que chegou aqui mais nova que ele, já que foi mantida na mesma idade pela nave enquanto Kal-El crescia nos EUA), trouxe consigo um belo Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Além disso, é vista como uma heroína de segunda categoria, ofuscada pelo Superman.
Uma das formas que ela encontra de lidar com isso é, ao fazer 21 anos, ir para um planeta de sol vermelho, onde os superpoderes não funcionam, para encher a cara e ficar efetivamente bêbada.
No filme, Kara será um pouco mais velha, mas a ideia de “beber para esquecer” foi mantida e é justamente no bar espacial que ela acaba se encontrando com uma órfã que teve o pai assassinado e se envolvendo em uma odisseia para ajudar a menina nos planos de vingança. E a salvar o supercão Krypto, que…bem, não vamos dar spoilers.

O ponto principal da história é que nela Supergirl, por meio de uma série de conflitos nada fáceis, vai acabar se entendo melhor e (re)encontrando um sentido na vida. A HQ é considerada uma das melhores já escritas sobre a personagem, razão pela qual as expectativas para o filme são enormes.
Além disso, Supergirl: Woman of Tomorrow terá a participação de Jason Momoa, que anteriormente interpretou Aquaman e agora, neste novo universo cinematográfico da DC comandado por James Gunn, dará a vida ao violento mercenário espacial Lobo. Que, diga-se, não faz parte da HQ original.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
Em 31 de julho chegará aos cinemas Homem-Aranha: Um Novo Dia (Spider-man: A Brand New Day), quarto filme do Universo Cinematográfico Marvel com Peter Parker interpretado por Tom Holland. Após os eventos mostrados no ótimo Spider-man: No Way Home, Peter Parker está sozinho em um mundo no qual ninguém se lembra dele e terá que enfrentar não só vilões como o sofrimento por amor (já que MJ aqui nem o conhece), dificuldades financeiras e uma dependência maior dos próprios poderes, já que agora não terá mais acesso aos uniformes tecnológicos desenvolvidos por Tony Stark.

O filme tem o memo nome de uma série de quadrinhos do personagem que data da primeira década dos anos 2000, na qual Peter reinicia a vida depois de ter a identidade secreta apagada da mente das pessoas bem como o casamento com Mary Jane (vale lembrar que o Peter Parker das HQs é um homem adulto).
Isso porque, nas HQs, o Homem-Aranha havia feito um pacto com Mephisto para trazer tia May de volta dos mortos, dando em troca o “apagamento” da identidade secreta (que havia sido revelada na série Guerra Civil), assim como o relacionamento com MJ. Assim, a Marvel promoveu um reboot com o personagem voltando a ser solteiro e descartando da cronologia do personagem uma série de eventos que não mais interessavam para a continuação da HQ.
No cinema, porém, o “apagamento” graças a um feitiço do Dr. Estranho e Peter agora terá que recomeçar a vida do zero. Vale ressaltar que, apesar de haver inúmeros boatos que o filme terá participação do Hulk (Mark Rufallo) e do Justiceiro (John Bernthal), não existe nenhuma confirmação neste sentido por parte da Marvel/Disney nem da Columbia/Sony Pictures, que produzem o longa em conjunto.
Cara-de-Barro

Em setembro chega o filme do Universo DC sobre o qual ninguém sabe exatamente o que esperar: Cara-de-Barro (Clayface). Primeiro porque não se trata de um filme protagonizado por um super-herói e, sim, por um vilão do universo de Batman.
As experiências anteriores neste sentido mostram que esse tipo de ideia pode dar muito certo, como ocorreu com Joker (2019), ou muito errado, justamente o que aconteceu com a continuação do filme, Joker: Folie a Deux (2024).
Segundo porque Cara-de-Barro, diferentemente do Coringa, não é um vilão assim tão conhecido na galeria de Batman. E, finalmente, porque já foi confirmado por James Gunn que Cara-de-Barro será um filme de terror, com muito “horror psicológico e corporal”.
O longa narrar a história de Matt Hagen, um ator promissor que entra em decadência após um acidente que desfigura seu rosto. Em desespero, Hagen aceita uma proposta de um cientista radical que transforma o corpo dele em argila — dando origem a uma criatura capaz de mudar de forma, mas marcada pela dor, perda de identidade e horror ao próprio físico. A sorte está lançada.
Vingadores: Doomsday

Desde já o filme mais esperado do ano pelos fãs da cultura pop, Vingadores: Doomsday (Avengers: Doomsday) chega aos cinemas em 18 de dezembro de 2026. O filme promove a volta de Robert Downey Jr ao MCU: anteriormente o Homem-de-Ferro, o ator agora encarna um dos grandes vilões os quadrinhos, o Dr. Destino (ou Doctor Doom).
Pelos diversos trailers divulgados até agora pela Marvel (bem como pelo pós crédito do bom filme do Quarteto Fantástico) já se presume que o plano do odioso personagem irá atingir os filhos dos heróis originais de alguma forma. Além disso, irá unir realidades de diferentes pontos do Multiverso, trazendo para a mesma realidade Vingadores, Novos Vingadores, X‑Men e Quarteto.
O filme, com elenco enorme reunindo quase todos os atores que já passaram por filmes de personagens – e seriados – Marvel da última década, será também o ponto de partida para o próximo longa, previsto para 2027 (Vingadores: Guerras Secretas). E ainda para o que os roteiristas do MCU estão chamando de um “soft reboot” do universo cinematográfico da editora, o seja, mudanças leves (será?) em personagens e histórias vistas até então.




Trazer o RDJ de volta pro MCU me soa como uma tentativa desesperada de alavancar novamente seus números…
Apesar de todos os pesares, achei Capitão América 4 medíocre apenas…e Thunderbolts honesto.
Mas, curioso que sou, vou querer ver o Robert DOOM Junior nas telas de novo.